Thoughts, Trauma and Toxins: 3 palavras simples, fáceis de memorizar. Esta aliteração, aparentemente criada por D.D. Palmer, aponta as 3 causas da subluxação vertebral: pensamentos, traumas e toxinas.
Algumas fontes sugerem que foi na verdade B.J. Palmer quem cunhou esta famosa frase. Afinal de contas, D.D. só escreveu 2 livros — um deles, The Chiropractic Adjuster, uma compilação de seus escritos e de B.J., foi publicado após sua morte.
Sobre este último, além do Complexo de Subluxação Vertebral, há também algo a ser dito sobre alopatia. Por ter como objetivo primordial o bem-estar do paciente, a medicina tradicional acaba por reprimir e suprimir sinais importantes para a recuperação do paciente. Febre, por exemplo, é uma resposta do corpo que visa desestabilizar vírus e matar bactérias. É para ser primeiro monitorada e quando extrema, reprimida. Mas a gente suprime logo de cara. Dor é uma indicação de que há algo errado e que esse algo precisa ser identificado e corrigido. Devemos encontrar a causa e tratar, portanto de dentro para fora. Sendo dor uma consequência, reprimí-la de imediato sem um tratamento direto, de fora para dentro, parece um contrassenso. Claro, há exceções, mas, pelo menos no que diz respeito à dores neuromusculoesqueléticas, esta máxima se mantém coerente e constante.
Lembro-me de um professor de geriatria, Quiropraxista da velha guarda — daqueles que não eram muito fãs da classe médica (também pudera: Quiropraxistas americanos foram perseguidos pela Associação Americana de Medicina (AMA) até ganharem um processo que chegou a Suprema Corte no século passado).
Este professor usava com frequência o termo pills, poultices and potions (pílulas, pomadas e poções) para criticar o uso de medicação por parte da comunidade médica. Meu saudoso pai (que era médico) costumava dizer que os grandes avanços da medicina foram somente no campo da cirurgia. Discordo, em parte.
Houve, há, e tem havido constantes avanços na medicina — incluindo a parte medicamentosa. O objetivo deste artigo, porém, é chamar a atenção do que pode ocorrer ao tratarmos a causa e não os sintomas; de que forma o sistema hospitalar pode, às vezes, prejudicar mais do que ajudar; e como o uso de medicação, ainda que prescrito, pode gerar algumas reações, digamos assim, inesperadas — através de algumas desafortunadas experiências:
E foi por essas e outras que os ditos radicais Quiropraxistas d’antanho costumavam ser extremamente críticos da alopatia (lembrando, claro, que a medicina tradicional da época era muito mais braba e barbárica) — o que não significa que o raciocínio deles não merecesse alguma reflexão…
Pois é. Thoughts, Trauma and Toxins. Pills, Poultices and Potions. 6 palavras simples, aliteradas — fáceis de memorizar.