A Coluna da Coluna

— Artigo 40 —

Artigo 40 – Só Não Pode Ficar Parado

By |2021-02-19T12:58:12+00:0019/02/2021|Categories: Coluna da Coluna, Coluna no dia-a-dia, Esporte, Reabilitação|

“A preocupação de quem já passou dos 60 anos não se limita às rugas de expressão. O avanço da idade vem acompanhado de um risco maior de quedas e doenças cardiovasculares. Para prevenir esses males, o primeiro passo é submeter-se periodicamente a avaliações médicas. O segundo, tão importante como o primeiro, é manter atividade física regular.” (Revista VEJA, 19/10/2011)

Pois é. Foi-se o tempo em que passar dos sessenta significava ficar em casa tricotando ou assistindo televisão. Hoje a patota da melhor idade está correndo atrás. Já é normal ver avós com tatuagens. Depois do Viagra, houve até um resgate das relações sexuais. Não é à toa que a faixa etária que mais cresce nos casos de AIDS no Brasil é justamente esta. Mas, apesar dos pesares, o resultado é ainda bastante positivo. E estes “jovens de outrora” estão se exercitando bem mais do que antes.

Segundo dados da Associação Brasileira de Academias, nos idos de 2001, “os alunos de academias com mais de 60 anos eram apenas 5%”. Em 2011 somavam 30%. Hoje estão batendo na casa dos 40%. Por outro lado, fisiologicamente falando, nós começamos a perder massa muscular a partir dos 30 anos, quando “a perda de massa óssea passa a ser maior do que o ganho”, de acordo com a médica Rosa Maria Pereira, da Sociedade Brasileira de Reumatologia. “(…) perde-se em média 1% de força muscular por ano” depois dos cinquenta.

Sendo assim, é imperativo se inteirar de quais atividades podem ser praticadas de forma segura e eficiente. Afinal de contas, o motivo para fazer exercícios é aumentar a qualidade de vida, e não diminuí-la. “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”, já dizia o comediante e educador físico Paulo César Rocha (mais conhecido como Paulo Cintura da Escolinha do Professor Raimundo).

  • Na musculação, “exercícios com carga protegem as articulações e ajudam a prevenir a osteoporose”. Para este que vos escreve, no entanto, esta modalidade apresenta dois problemas: pode encurtar e retesar ainda mais uma musculatura que já está tensa; e sem supervisão adequada, é quase certo que ocasionará lesões. A fim de minimizar estes riscos, é importante o acompanhamento de um profissional qualificado.

  • Já na hidroginástica, o ato de “estar submerso até a altura do tórax reduz até 70% o peso corporal, o que diminui o desgaste das articulações”. E ainda com o bônus de melhorar “a flexibilidade e o condicionamento cardiovascular”.

  • O Pilates é, de longe, a modalidade favorita deste humilde escriba. Melhora a flexibilidade e a capacidade cardiorrespiratória, e aumenta a resistência muscular. “’Assim como a musculação, (…) cria uma tensão muscular sobre o osso, fortalecendo-o. (…) é um ótimo exercício para tratar e prevenir a osteoporose’, diz o médico Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte”.

  • Se o freguês preferir movimentos circulares com exercícios de respiração e postura, o Tai Chi Chuan é altamente recomendado. Por estimular o equilíbrio, “é apontado por estudos internacionais como forma de prevenir quedas (…)”.

  • Caminhada e bicicleta são muito bons para o sistema cardiorrespiratório. “’Cardíacos que caminham trinta minutos, cinco vezes por semana, reduzem em 31% o risco de morte’, diz o médico Salvador Serra, da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro”. No entanto, o efeito destas atividades para problemas de coluna, terapeuticamente falando, não é lá muito alto. Mas é definitivamente melhor do que ficar no sofá o dia todo.

  • Dança de salão é mais divertida e prazerosa. As pessoas não sentem que estão se exercitando. Além disso, “reposiciona o centro de equilíbrio do corpo, que, com o passar dos anos, tende a se curvar para a frente”.

“Exercícios aeróbicos como natação, caminhada e bicicleta, aumentam a oxigenação cerebral e ajudam a prevenir males como o diabetes e a hipertensão — doenças que, ao diminuir a microvascularização cerebral, comprometem também, a função cognitiva”.

E é sempre bom não esquecer de exercitar a cachola também: “ler, aprender a tocar um instrumento musical e praticar jogos como os de memória, sudoku e palavras cruzadas aumenta o número de sinapses cerebrais, melhorando a capacidade de reter informações”.

Mens sana in corpore sano (mente sã em corpo são), já diziam os romanos. Envelhecer bem é uma arte.

About the Author:

Iury Borges Rocha formou-se Quiropraxista em 1996 pelo Palmer College of Chiropractic, em Davenport, Iowa - EUA. É também bacharel em Ciências pelo Palmer e tem Licenciatura em Comunicações pelo Scott Community College, em Bettendorf, Iowa, EUA. Atende em Ilhéus-BA e região. Atual Diretor Acadêmico e palestrante internacional da FLAQ e do IDQUIRO, já exerceu o cargo de Tesoureiro da ABQ e foi o primeiro Coordenador do programa de Quiropraxia da Feevale. Escreveu cerca de 300 artigos num período de cinco anos sobre diversos assuntos para o hoje extinto jornal Diário de Ilhéus — sempre tendo a coluna vertebral como pano de fundo.

Próximos Cursos

Não há eventos se aproximando neste momento.

Contatos

SGAS 910, Conj. B, Bloco A, Sala 13, Ed. Mix Park Sul, Asa Sul, Brasília, DF, 70390-100

Phone: +55 (73) 3231-5928

Web: www.idquiro.com