A Coluna da Coluna

— Artigo 25 —

Artigo 25 – Se Ligando nos Ligamentos

By |2020-11-04T11:16:44+00:0002/11/2020|Categories: Anatomia da Coluna, Coluna da Coluna|

A coluna conta com seus ligamentos para estabilização. Sem eles, estaríamos propensos à danos por movimento excessivo. Ligamentos são bandas ou lâminas de tecido fibroso conectado a dois ou mais ossos, cartilagens ou outras estruturas. Servem de suporte para músculos ou fáscias, e limitam movimentos. Defendem a coluna contra batidas e deslocamentos violentos dos braços, cabeça e pernas. Alteram-se com distúrbios das vértebras, discos e músculos. Podem se tornar frouxos, ou laxos.

Além do disco intervertebral, existem seis ligamentos principais da coluna.

Há, no entanto, pelo menos outros oito nas primeiras duas vértebras cervicais (membranas: atlanto-occipital posterior, anterior e tectorial; ligamentos: acessório atlanto-axial, cruciforme e transverso do atlas, alar, e do ápice do processo odontóideo).

Existem também ligamentos do sacro e do cóccix, que são na verdade continuações de alguns destes 6 ligamentos principais — como é o caso de alguns dos já mencionados acima (em negrito).

  • LIGAMENTO LONGITUDINAL ANTERIOR é uma faixa que cobre toda a parte da frente dos corpos das vértebras. Continuação da membrana atlanto-occipital anterior, tem como função limitar extensão, e pode ser danificado durante o excesso deste movimento. Ajuda a “alisar” o contorno das superfícies preenchendo a lacuna deixada pela concavidade natural das corpos vertebrais anteriores. É bem mais larga na região lombar do que na torácica, e do que o ligamento longitudinal posterior – por isso, hérnia de disco é quase sempre posterior. Como é rica em enervação, pode causar dor.

  • LIGAMENTO LONGITUDINAL POSTERIOR é uma faixa que cobre toda a parte de trás dos corpos das vértebras. Continuação da membrana tectorial, ajuda a conter hérnias discais, e pode ossificar. Com aparência denticulada na região lombar, é também sensível a dor.

    Uma hérnia de disco, ao invés de pinçar uma raiz nervosa, pode pressionar este ligamento, e a dor resultante atinge a região lombar central com irradiação para o aspecto superior da nádega. Estudos relatam que isto pode acontecer em até 78% dos casos de hérnia de disco mediana e paramediana (posterolateral).

  • LIGAMENTO AMARELO é localizado entre as lâminas de uma vértebra e outra. Homólogo da membrana atlanto-occipital posterior, contém elastina de cor amarela (daí o nome). Este ligamento pode se degenerar com trauma ou idade, ocorrendo hipertrofia. Ao se ossificar ou ficar infiltrado com gordura, ajuda a diminuir o diâmetro do canal vertebral, e causa dor em casos de estenose lombar. O ligamento amarelo exerce um papel ativo na extensão da coluna.

  • LIGAMENTO INTERESPINHOSO se extende de C2/C3 até L4/L5. Alguns estudiosos o consideram uma extensão do ligamento da nuca, pois na região cervical este ligamento é bem pouco desenvolvido. Localizado entre os processo espinhosos, é suscetível à danos, e parece capaz de rompimento. Berhsin & Briggs (1988) observaram ruptura de fibras em 21% dos cadáveres examinados. O ligamento interespinhoso limita flexão. Hiperflexão lombar o danifica.

    O LIGAMENTO DA NUCA é homólogo ao ligamento supraespinhoso e interespinhoso da região torácica e lombar. Estrutura membranosa e plana, é extremamente desenvolvida nos eqüinos.

  • LIGAMENTO SUPRAESPINHOSO, localizado em cima (ou melhor, atrás) dos processos espinhosos, é o mais forte da região lombar.

  • LIGAMENTO INTERTRANSVERSO, entre os processos transversos das vértebras adjacentes, é forte na região torácica e fraco na região cervical.

A junção de L5/S1 conta ainda com o LIGAMENTO ILIOLOMBAR, que conecta os processos transversos de L5 (ou L4?) ao sacro e crista ilíaca do mesmo lado. Estabiliza uma área notoriamente problemática, limitando rotação axial de L5 em S1.

Ajustes específicos e bem-feitos por Quiropraxistas ajudam, entre outros benefícios, a evitar a laxidade destes ligamentos — minimizando assim problemas de coluna.

About the Author:

Iury Borges Rocha formou-se Quiropraxista em 1996 pelo Palmer College of Chiropractic, em Davenport, Iowa - EUA. É também bacharel em Ciências pelo Palmer e tem Licenciatura em Comunicações pelo Scott Community College, em Bettendorf, Iowa, EUA. Atende em Ilhéus-BA e região. Atual Diretor Acadêmico e palestrante internacional da FLAQ e do IDQUIRO, já exerceu o cargo de Tesoureiro da ABQ e foi o primeiro Coordenador do programa de Quiropraxia da Feevale. Escreveu cerca de 300 artigos num período de cinco anos sobre diversos assuntos para o hoje extinto jornal Diário de Ilhéus — sempre tendo a coluna vertebral como pano de fundo.

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